Uma memória pode continuar a acontecer
As memórias traumáticas podem reaparecer através de imagens, sensações, emoções, pesadelos ou reações automáticas.
Estas respostas não significam falta de vontade. Podem refletir a forma como a experiência foi aprendida e permanece ligada a sinais de ameaça.
Recordar não é apenas pensar
A memória envolve redes sensoriais, emocionais e corporais. Por isso, falar sobre um acontecimento e senti-lo no corpo podem ser experiências muito diferentes.
Abordagens focadas no trauma procuram atualizar a memória num contexto atual de segurança.
“Integrar uma memória não é apagá-la. É permitir que deixe de comandar o presente.”
Aproximar sem inundar
- Reconhecer sinais de ativação
- Manter contacto com o presente
- Dosear a aproximação à memória
- Evitar exposição improvisada e excessiva
- Respeitar ritmo, recursos e estabilidade
- Recorrer a acompanhamento qualificado
Terapias focadas no trauma, incluindo EMDR, têm apoio empírico para PTSD; a magnitude do efeito depende do comparador e da qualidade dos estudos.
Os mecanismos específicos do EMDR continuam debatidos. Nem todas as pessoas ou situações exigem a mesma abordagem.
O que no presente faz o teu corpo reagir como se pertencesse ao passado?
