MENTALIZE INVESTIGA
EDIÇÃO 04 · 19 SETEMBRO 2026
Trauma · Memória · EMDR

Uma memória pode continuar a acontecer

Quando uma experiência não fica verdadeiramente no passado, o presente pode ser vivido como se o perigo ainda estivesse próximo.
Leitura aproximada · 4 minutos

As memórias traumáticas podem reaparecer através de imagens, sensações, emoções, pesadelos ou reações automáticas.

Estas respostas não significam falta de vontade. Podem refletir a forma como a experiência foi aprendida e permanece ligada a sinais de ameaça.

Recordar não é apenas pensar

A memória envolve redes sensoriais, emocionais e corporais. Por isso, falar sobre um acontecimento e senti-lo no corpo podem ser experiências muito diferentes.

Abordagens focadas no trauma procuram atualizar a memória num contexto atual de segurança.

“Integrar uma memória não é apagá-la. É permitir que deixe de comandar o presente.”

Aproximar sem inundar

  • Reconhecer sinais de ativação
  • Manter contacto com o presente
  • Dosear a aproximação à memória
  • Evitar exposição improvisada e excessiva
  • Respeitar ritmo, recursos e estabilidade
  • Recorrer a acompanhamento qualificado
O QUE SABEMOS

Terapias focadas no trauma, incluindo EMDR, têm apoio empírico para PTSD; a magnitude do efeito depende do comparador e da qualidade dos estudos.

LIMITAÇÃO IMPORTANTE

Os mecanismos específicos do EMDR continuam debatidos. Nem todas as pessoas ou situações exigem a mesma abordagem.

UMA PERGUNTA PARA ESTA SEMANA

O que no presente faz o teu corpo reagir como se pertencesse ao passado?

Referências selecionadas

Bisson J.I. et al. Psychological therapies for chronic PTSD · Consultar fonte →
Calancie O.G. et al. EMDR and current neurobiological theories · Consultar fonte →
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